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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Critica Livro Contos e Encantos do Cotidiano

·                                 Critica Livro Contos e Encantos do Cotidiano by Du‏ -Carlos Eduardo

Para: escritorabiafernandes@hotmail.com
 De um modo geral, gostei muito, achei de grande sensibilidade e em muitos momentos me senti tocado. Parabéns! 
A leitura não foi nem um pouco entediante.
Mas acho que pra te ajudar devo ser o mais pontual que puder (desculpe minha “chatice” em alguns momentos).
Gostei da maioria dos contos. Alguns gostei muito e uns poucos não gostei muito ou não entendi.
Gostei muito da simplicidade e objetividade da escrita, mas confesso que alguns eu achei muito pessoais e de difícil interpretação.
Quero citar alguns contos específicos, pode ser?
Liberdade – achei que ficou muito curto, tema interessante que poderia ser mais explorado.
Teatro da Vida – gostei da relação desespero/socorro divino. Tema muito bem trabalhado.
A Arte de Transformar – boa abordagem, pois a transformação faz parte de nossa vida transformamos não apenas as coisas.
Declaração pelo nosso amor – muito lindo, o amor doa-se para somar.
Minha Pequenez – lindo! A grandeza da Obras de Deus manifestada na natureza! Somos parte de tudo isso, tão pequenos e tão amados!
Momentos – ótimo! Nossas vida é a soma deles, nós os criamos. Nós os cultivamos.
A Força da Alma – gostei especialmente do caráter convidativo à reflexão, à avaliação.
8 de Maio de 2011 –  adorei! Muito bom celebrá-los em vida!
Cultura: força do bem ou do mal? – rápido, claro e objetivo. Gostei.
Jully e a luz do luar – Precisamos aprender e aproveitar pequenos e belos momentos como este. Aliás, precisamos aprender a percebê-los em sua beleza!
Escolhas – Muito doce! Gostei da sensibilidade e a da dicotomia apresentada.
A insegurança – Reflexão interessante, apesar de sinceramente discordar de alguns pontos.
Boa viagem, meu amigo – achei muito pessoal e não gostei muito! (snif!).
Seis anos de idade – Muito, muito bom! Como a vida parece ter muito mais sentido quando percebemos nossa fragilidade e dependência de Deus, não é?
O manacá – sábia reflexão.
Branquinha – gostei do desfecho.
A cadeira – este conto me levou a uma longa reflexão acerca do poder que a transformação pode ter! A transformação é no mínimo uma via de duas mãos.
O bagre africano – incluiria no final a seguinte frase: principalmente sabendo usar as ferramentas certas de forma adequada (que cara chato!kkkk!).
As muletas... – adorei!
Quem sou eu? Quem é você? Quem somos nós? – boa leitura do que nos tornamos, infelizmente. Mas há esperança de melhora. Sempre.
E, a Mãezinha passou na frente – excluindo a diferença óbvia de nossas convicções, concordo plenamente com todo o resto. Sofremos tanto, buscamos exaustivamente soluções até que percebemos ou nos lembramos que tamanho sofrimento não era necessário.
 Em suma, a leitura do seu livro foi um prazer pra mim! Simplesmente não pare de nos brindar com seu talento, ok?


Segunda Resenha Publicada

Esta é a segunda resenha publicada de Contos e Encantos do Cotidiano.

Muito obrigada Graça!

Bia Fernandes


http://www.skoob.com.br/livro/resenhas/278874



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Para quem entregarei a minha alma?



Ouço uma voz ao longe...
É minha alma que implora pela resposta de uma questão tão intrínseca que pode-se cavocar com enormes escavadeiras o coração e ainda assim, não a encontraria.
Quem pode dizer que nunca teve uma pergunta assim: gigante, enorme, horrenda, tenebrosa? Quem pode dizer que não se perdeu em devaneios no âmago de seu ser revirando-se para encontrar a chave para tal dilema?
Provavelmente, se alguém disser que não se encontrou nesta situação alguma vez em sua breve ou longa vida, seja porque não viveu seus dias intensamente.

E a voz continua ao longe...
Agora não é somente a minha alma que clama com fervor, mas também, as entranhas. O corpo começa a sentir o peso conflituoso do questionamento.
O cérebro parece não mais raciocinar e provoca meu centro gravitacional e os labirintos zunem como abelhas alvoroçadas.
Quem nunca sentiu o aperto no estômago e a dor na barriga por algo que não se resolve?
Possivelmente, só não conhece as sensações que relato quem não se inteirou dos sabores e dissabores da vida.

E a voz ficou mais clara, ela está mais perto...
A memória trouxe situações conhecidas e questões igualmente parecidas, e logo, a ansiedade pela resposta tornou-se mais feroz por saber o que fazer e querer fazer logo o que  se acha que se deve fazer.
Quem nunca soube que atitude tomar e quando a descobriu quis sair correndo as duas, três ou quatro horas da madrugada  ou no meio do expediente de trabalho só para resolver o mais breve possível a famigerada questão?

E a voz agora ficou quase nítida...
Passados os cinco minutos da ansiosa e indisciplinada ordem de atividades dos neurônios e da chuva de bombardeados pensamentos nada coesos, vem a sabedoria e o discernimento dar o seu pitaco em toda a confusão criada pela mente e, em um breve momento de respirações já cadenciadas pela inteligência emocional, a pergunta começa a ser mais clara e objetiva, direcionada por momentos de pura lucidez.

E a voz mostrou de onde veio...e a pergunta soou: Para quem entregarei a minha alma?
Desta vez, a resposta veio junto com ela, assim, sem nenhum tipo de debate, sem nenhum tipo de tempestade. Simples assim. 
Quem não passou por essa vertente momentânea de consensos e desconcertos?

E a voz, do mesmo jeito que veio se foi...Simples assim.


Bia Fernandes



quarta-feira, 15 de maio de 2013

Seus olhos azuis.



Ah, seus olhos azuis!
Perco-me neles a cada dia que os vejo. Eles me enchem de inspiração. 

São tão claros e sinceros, repletos de afago e bondade que preenchem com  calor todo cantinho do coração daqueles que os tem em convivência . 
Eles preenchem, de esperança e força,  aqueles que o cercam e revelam a sábia mensagem que devemos sempre acreditar em prosseguir no nosso  árduo caminho, substituindo pedras por plumas inofensivas.

Olhar seus olhos azuis é como entranhar-se num oceano imenso e  encontrar pérolas preciosas que se mostram sem nenhum véu. É como alcançar o céu sem precisar tirar os pés do chão. É como fazer uma viagem intrínseca. É como observar o mar e não chegar a conclusão de onde será o seu fim.

Ah, seus olhos azuis!
Ter a graça de estar em sua presença é uma dádiva divina onde, mergulho a minha alma.


Bia Fernandes






segunda-feira, 6 de maio de 2013

As cores mudaram de cor


Viva intensamente, ame incondicionalmente, sonhe, impreterivelmente.
Bia Fernandes




Após ter "ouvido"(ele fala através das letras) as palavras de Rubem Alves num dia fatídico de tédio, preenchi as lacunas que pairavam em meu pensamento.


"...Todas as coisas belas que foram criadas no mundo foram feitas por pessoas que estavam sofrendo por algum motivo. Observe uma sinfonia de Beethoven...
...As pessoas felizes não produzem pérolas, mas não tem importância, receberam esse presente da existência então que gozem a vida."
Rubem Alves - Revista Bons Fluidos - Edição 169 - Ano 17- n° 4- Abril 2013


As lacunas se faziam presentes por numerados motivos como por exemplo, a vontade de voltar a estudar, a necessidade de atenção, a falta de vontade de dormir, a raiva de me conter sempre, o amor que me preenche sempre e, mais três outros que não devo citá-los aqui.

Questionei-me sobre as cores que meus olhos azuis viam. A resposta fora monocromática. Foi aí que, ouvi Os ipês-amarelos...

As cores mudaram de cor. "Senti" as cores e o perfume das flores do ipê.

Não é por acaso que ocorrem eventos que nos fazem pensar.
Não é por acaso que nos surgem pessoas boas e más.
Não é por acaso que os testes, impressos ou não, nos surgem a frente.

Tudo depende da maneira que compreendemos e empreendemos. Essa  é  a resposta para  tudo isso.

Somente haverão fatos, falas, presenças,ausências e fantasmas  se forem permitidos por mim. Por um momento, esqueci-me de que somos aquilo que somos e cremos naquilo que cremos. Nada além disso. Tudo o que estiver a além ou aquém disso é suposição e especulação, ou até mesmo, rumores da oposição.

As lacunas preencheram-se e compus meu raciocínio, afinal, nada que está fora abala o que está dentro, se o que estiver dentro for sólido e íntegro.

Bia Fernandes


segunda-feira, 29 de abril de 2013

O PUNHAL





Feristes-me pequena menina.
Com o punhal na palavra.
Feristes-me o coração.
Com o punhal da ignorância.

Nossos laços fraternais foram rompidos.
A dor que me invade o peito é o desrespeito.
Abriu-se uma ferida.
O tempo dirá se será curada.


Bia Fernandes