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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Por que as pessoas entram na sua vida?

Por que as pessoas entram na sua vida?
Pessoas entram na sua vida por uma "Razão", uma "Estação" ou uma "Vida Inteira". Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.


Quando alguém está em sua vida por uma "Razão"... é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.

Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "Estação", é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer... Acredite! É real! Mas somente por uma "Estação".

Relacionamentos de uma "Vida Inteira" te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente. Obrigado por ser parte da minha vida.

Pare aqui e simplesmente SORRIA.

"Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro,
Ame como se você nunca tivesse sido magoado, e dance como
se ninguém estivesse te observando."

"O maior risco da vida é não fazer NADA."

Martha Medeiros

domingo, 13 de abril de 2014

A vida após os 50 anos


Conversando com uma pessoa muito quista por mim, eis que escutei  pérolas de sabedoria:

" - Sabe, passei a enxergar a vida de maneira bem diferente após os meus cinquenta anos. Vejo tudo com mais amor, com mais calma, sinto o descaso das pessoas por eu estar mais lenta, sinto a má vontade dos que me rodeiam, preciso de mais carinho e atenção, dou mais valor à minha família e apego-me mais a Deus...".

Quantas verdades ditas em uma única exclamação, em um desabafo... só o Senhor da Vida sabe o quanto me senti feliz por ter a oportunidade de conversar com ela.

Em filmes projetados nas telinhas e nas telonas são pintadas situações onde o carinho e os cuidados aos mais velhos  são contos de fadas, mas, infelizmente, a realidade é outra. Podemos contar, talvez nos dedos das mãos e dos pés, as vezes que presenciamos condições de respeito aos nossos idosos. Cito, por exemplo, um idoso no metrô ou num ônibus. Indivíduos mais novos sentam-se no assento reservado/prioritário e não saem quando chega um idoso, um deficiente ou uma grávida.

Pois bem, volto ao ápice deste texto.

A idade avança. O relógio não se faz amigo.

" - Quando a gente vai envelhecendo, começamos a pensar em quanto tempo nos resta nesta vida...".

Mais uma sábia verdade, porém, traço uma visão positiva de tudo isso. Para cada momento vivenciado neste nosso caminho há um significado. Uns vivem como se cada momento fosse único, outros como se fosse o último e eu, caros leitores, vivo cada momento como se fosse o primeiro.

Claro, cada minuto e cada piscar de olhos é único e cada cena captada por nossos olhos e guardada em nossa memória é única, contudo, coloco-as como se fossem as primeiras. Por que? Simples. Permeio meu caminho como se, cada dia, fosse o início. Estranho não é? Nascer todos os dias...Não existir passado e futuro...só o agora.

Aprendi com um Sensei que estar presente em cada momento por nós vivido é  a única maneira de estarmos felizes por inteiro.

A idade avança. O relógio é meu amigo.

Cada pequeno movimento do ponteiro dos segundos me faz mais plena. Amiga, amigo, estou aqui. Não importa a sua idade ou a minha. Envelhecer significa estar no caminho. Que possamos desfrutar o dia a dia que nos é proposto pelo Senhor com muita fé, alegria e otimismo, e se, as armadilhas do pessimismo aparecerem, olhe à sua volta. Há pessoas que estão ao seu lado e que te podem estender a mão e o coração.


Bia Fernandes

sábado, 7 de dezembro de 2013

Dezembro

 
"Quem é você?" Nenhuma resposta.
 
Repito a pergunta, em voz ainda mais forte: "Dezembro, quem é você?" Nenhuma resposta novamente.
 
De pronto, ao longe, ouço um burburinho. Não o reconheço. "O que será que estão falando? - penso em voz alta".  Ah, consigo entender! Será que consigo mesmo?
 
Ai que confusão!!!!! As informações estão chegando de maneira desencontrada!!!
 
Com isso, descubro quem é dezembro. Um mês com os trinta e um dias e recheado com o final do ano letivo, com o feriado do Natal, com as compras de final de ano, com o décimo terceiro salário, com as confraternizações das empresas, com os amigos secretos e muito mais sabores que não conseguiria citá-los todos aqui, afinal, cada indivíduo tem os seus sabores especiais para este mês.
 
É um momento de correria. Sim, de correria e coloco a experiência que vivi hoje como exemplo disso.
 
Estava eu fazendo as compras da semana em um hipermercado renomado no horário de costume e noto o corre-corre das pessoas. Importante colocar que isso não é um fato corriqueiro e normal pois, opto por esse período para abastecer a geladeira e o armário de casa por não ter grande movimento e logo, conseguir observar o que coloco no carrinho com tranquilidade e certa atenção.
 
Era um tal de passa carrinho para cá, passa carrinho para lá, repositores de mercadorias frenéticos, empilhadeiras com aqueles sinalizadores ligados sonorizando os ardidos pi, pi, pi, pi , mulheres e homens passando com os benditos carrinhos e as incomodas cestinhas batendo  uns nos outros. Aff! Quem merece isso?
 
Por fim, consegui terminar minha labuta e ir ao caixa. Fila. Outro ponto incomum para o horário. Espera e espera. Olho para um lado, pessoas reclamando. Olho para o outro lado, pessoas carrancudas. Olho para a operadora de caixa que em seu rosto expressava um ar de "O que eu estou fazendo aqui!". Quase que eu me perguntei o que eu estava fazendo ali,  naquele momento e naquele lugar. Ainda bem que nem perdi tempo com essa questão pois a resposta seria: "Você está fazendo a sua rotina, mas, parece que as outras pessoas saíram fora da rotina delas".
 
Lembrei-me então do conselho de um amigo : "Em uma situação borbulhante, não entre no barulho". Acabei, por fim, dando risada dessa lembrança.
 
Passei no caixa, paguei as contas e fui ao estacionamento. Quando sai deste, rumo à minha casa, fiquei parada no trânsito, e admirei que fluiu rapidamente até chegar ao meu bairro, aliás, trafegar neste local, no meu bairro, ultimamente, está complicado. Muitos carros e pouca rua.....rs.
 
Após ter deixado as compras em casa fui para a segunda etapa do dia: aventurar-me a ir a uma farmácia de preços populares no bairro da Saúde. É claro e ainda óbvio que não fui de carro. É Dezembro, lembram? Dirigir até lá seria pedir para que o bichinho do estresse se instalasse em mim. Optei em ir para lá de trem e metrô. Realmente fora um acerto essa escolha.
 
Por ser um sábado, achei que seria mais calmo o movimento no transporte público. O que presenciei fora um vai e vem de pessoas atrelada a um ritmo presto. Esbarrões e reclamações, gomas de mascar sendo trituradas em grande velocidade, fisionomias preocupadas, ou seja, o bichinho da ansiedade andando solto, contaminando e contagiando pessoas e mais pessoas.
 
Mais uma vez, lembrei-me do conselho de meu amigo:"Em uma situação borbulhante, não entre no barulho". Dessa vez, não dei risada. Fiquei com receio de ser mal interpretada  e ainda ter alguém ralhando comigo por achar que estava rindo dela.
 
Rapidinho cheguei ao meu destino. Entrei na farmácia e enfrentei a fila. Sem problemas para mim, aliás, lido bem com a espera  para ser atendida, afinal, todos precisam ser atendidos e ninguém é diferente de ninguém. É justo esperar a sua vez.
 
O movimento na farmácia também estava frenético, mas tão complicado, tão complicado  que até os atendentes estavam mal-humorados. Fui atendida por uma gentil moça que mostrou-se bastante solícita. Comprei meus remédios e no caixa, fiquei pasma com a economia que fiz. Foram R$98,00 de diferença em relação ao estabelecimento onde os compro habitualmente e ainda, tive a oportunidade de passear.
 
Sobrevivi a mais uma investida do "barulho de Dezembro" e iniciei  a jornada de volta para casa. No metrô, presenciei uma situação deveras amedrontadora: estava ocorrendo uma briga entre dois homens dentro de um dos vagões. Sim, eles foram picados pelo bichinho do "barulho". Saí de lá o mais rápido que consegui e vi outra expressão na fisionomia das pessoas: medo e incredulidade.
 
Finalmente cheguei em minha casa, em meu santuário. Parei com tudo o que eu precisava fazer e meditei sobre tudo a experiência que vivi neste dia até este momento. A conclusão que cheguei fora esclarecedora de minha primeira pergunta, sobre quem era Dezembro.
 
Dezembro não é o estresse e a ansiedade. Dezembro não é o "bichinho do barulho". Dezembro não é isso minha gente!
 
Dezembro é um mês lindo como todos os outros. É para ser vivido com boas energias. É para ser apreciado com dedicação. É para ser percorrido com grande alegria pela chegada do Menino Jesus em nossos lares e em nossos corações. É para ser brincado com harmonia.
 
Como diz o cantor Eugênio Jorge: "Desperta povo meu...".
 
Dezembro é um mês para despertar.
 
Desperte do estresse e da ansiedade. Desperte da depressão que te cerca. Desperte da opressão que te prende e viva Dezembro com a Paz!.

Bia Fernandes



quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Você está disposto a sê-lo?


Ontem, numa entrevista com um aspirante a professor da empresa em que trabalho, conversei bastante e percebo nele um grande potencial. Quase no final, tive uma fala que me fez refletir muito e que resolvi dividi-la com vocês.

"Ser professor é esquecer-se de sua própria veste e vestir a veste do outro. 

É dar mais importância ao "ele" do que ao "eu" naquele momento em que estamos no processo ensino-aprendizagem, respeitando os seus gostos e valorizando suas capacidades e habilidades, não as minhas.

É o poder servir e não se preocupar com ser servido, ficando feliz e pleno com isso.

Ser professor é desprover-se do seu ego e colocar-se a  disposição do outro seja ele criança, adolescente, adulto ou  melhor idade. 

É ter a humildade de dizer ao seu aluno "estou aqui, ao seu lado, para te ajudar" mas, sem a soberba por saber mais do que ele".
....

No final eu perguntei ao aspirante: "Você está pronto para isso?"

Repito a pergunta a mim mesma e a todos os que ensinam o que quer que seja ao seu próximo, afinal, isso serve para todos aqueles que estão vivos ou mortos, pois, mesmo em mortalha ensinamos  algo a alguém..."Você está pronto para isso?"


Bia Fernandes

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Triste dia


Não consigo entender as pessoas! Nunca estão contentes com nada, e, quando estão, não sabem porque estão e nem sequer dão valor à alegria.
Se você faz algo é porque você faz. Se você não faz é porque você não faz.
As pessoas não cumprem com os acordos e ainda, quando você as lembra sobre tal dizem que não combinaram nada. Muitas delas  se lembram que algo fora dito, mas não sabem o que, pois, simplesmente não prestaram atenção ou ela estava voltada para outro ponto.
O que está acontecendo com as pessoas? Estão se automatizando tanto que estão esquecendo  de tudo e, muito pior, de todos.
É, a cada dia que passa temos mais a certeza do que nossos avós diziam:
- Deixe tudo combinado sim mas o acordo deve estar fixado preto no branco para que não surjam dúvidas.
Prefiro pensar que este é somente um dia equivocado do calendário e que a melancolia é somente um  abrilhantador da poesia.


Bia Fernandes