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segunda-feira, 29 de abril de 2013

O PUNHAL





Feristes-me pequena menina.
Com o punhal na palavra.
Feristes-me o coração.
Com o punhal da ignorância.

Nossos laços fraternais foram rompidos.
A dor que me invade o peito é o desrespeito.
Abriu-se uma ferida.
O tempo dirá se será curada.


Bia Fernandes

Expurgue


Isso mesmo! 
Expurgue!
Proponho um momento para refletirmos sobre isso.

Em um programa televisivo matinal, a apresentadora falava sobre ser uma arte não ser apegado as coisas, como por exemplo, um sapato, uma roupa, um livro e outras bugigangas que você não usa há tempos.

Podemos tirar dai também o fato ou o ato  de não nos esquecermos de sentimentos ruins, dilemas mal resolvidos e eventos funestos.

Como gastamos  nosso precioso tempo nos importando com coisas tão insignificantes.

Se eu não uso mais um móvel, uma poltrona, uma roupa enfim, por que não doá-las para que outros possam fazer uso de algo que está, em bom estado de conservação e utilização?

Se já li e reli vários títulos, por que não levá-los a comunidades para que outros possas usufruir da grande e mágica viagem das letras?

O mesmo ocorre com os acontecimentos retrógrados que te marcaram e não foram agradáveis. Para que perder o mesmo precioso tempo lembrando do que se foi, do que aconteceu ou do que se perdeu ou se ganhou com isso?

Outros ainda usam o seu tempo   tentando adivinhar o  que acontecerá no futuro. Nos é pertinente?

O verbo  chega de maneira imperativa: EXPURGUE!

Jogue fora o que não te faz bem.
Doe o que não lhe é mais necessário.
Aparte-se daquilo ou daqueles que  não te fazem bem.
Exclua as caixinhas do seu armário.

Aprenda a priorizar o que te pertence.
Aprenda a escolher o que lhe faz bem.
Aprenda a valorizar aquilo que  lhe é de  e por direito.
Aprenda a não se deixar enganar pelo joio. Ele sempre estará entre o trigo, porém disfarçado.

Faça valer a pena.

Bia Fernandes

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Poema sem maldade





O tempo  fechou...
A terra tremeu.
As sobrancelhas se juntaram
O semblante escureceu.

Dos olhos saíram faíscas.
Das narinas ventania.
Dos lábios o fel.
Do coração o amargo mel.

O motivo não se sabe.
Talvez alguma verdade.
Que só está na personagem
Deste poema sem maldade.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Tanta besteira!


O pensamento vagueia.
Quanta besteira!

Quando não se tem o que fazer criam-se espelhos mágicos.

Olha-se a vida pelo retrovisor e visualiza-se muitas matizes de uma mesma realidade.

É como ver um reflexo onde a imagem principal é torcida e distorcida para o lado que o  visualizador quiser.

O pensamento vagueia.
Quanta besteira!

Quando não se tem o que fazer imaginam-se conceitos e preconceitos sem fundamento.

É como criar um livro de regras onde o escriturário as coloca de acordo com o que acha certo ou errado para ele mesmo.


O pensamento vagueia.
Quanta besteira!

Quanto mais vagueia, mais besteira...

Quando não se tem o que fazer geram-se problemas criados pelo próprio pensador.

É como se ter uma fábrica de controvérsias dentro da própria cabeça, gerando conflitos desconfortáveis tanto para si como para o outro.

O pensamento vagueia.
Pare com tanta besteira!

Quando não se tem o que fazer arruma-se.

A mente ocupada não cria problemas e sim os resolve.
A mente ocupada  não é  destrutiva, ela é criativa.
A mente ocupada decide se vai permitir deixá-la vaguear ou não.













sábado, 16 de março de 2013

LUZ E TREVAS: SANIDADE OU INSANIDADE?


Luz e trevas: sanidade ou insanidade?

Eis aí uma questão que me surgiu ontem, depois de assistir a uma palestra.
Fora tão ambígua a citação que, se fosse em outros tempos, poderia ter perdido o sono tranquilo e, a brisa suave da noite seria mais um vendaval a me brindar.

A luz não fica onde estão as trevas e as trevas não permanecem onde a luz está presente...paradoxal.

A sanidade termina onde se inicia a insanidade e a insanidade termina onde começa a sanidade...outro paradoxo.

A incógnita  é que toda luz precisa das trevas para voltar a ser luz e todas as  trevas precisam ser trevas para experimentar a luz, e , todo insano precisa ser são e todo são terá seus momentos de insanidade para que se tenham referências do que é o que.

Neste momento, o pensamento começa a girar assim como a Terra em seu eixo.

Saio do meu conforto  de pensamentos e conceitos e vou em busca de grandes e elementares  pensadores. Talvez as palavras deles me façam enxergar melhor


  • O amor que a teu lado levas,
a que lugar te conduz,
que entras coberto de trevas
e sais coberto de luz?
Olavo Bilac


  • A ignorância é as trevas da mente, uma noite sem lua nem estrelas

Confúcio

  • Um pouco de luz vence muitas trevas.

Paul Claudel


Por um momento, as palavras destes pensadores me elucidaram, mas temos mais ambiguidades para decifrar.
O primeiro fala do desconhecido e da dúvida, o segundo fala da falta de conhecimento e da prisão que isso nos leva e o último afirma sobre o poder da claridade de tudo.

Qual será o sentido que o tal palestrante quis colocar em sua fala?

  • A dúvida ?
  • Ser ignorante?
  • Ter claridade?
Neste momento, pensamento começa a girar ainda mais.

Ainda não consegui compreender a proposta do assunto da palestra: luz e trevas: sanidade ou insanidade.

Na verdade, será que não consegui entender ou será que faço-me ignorante do meu próprio entendimento e utilizo a  citação de Confúcio? Ou será que percebo o permear da dúvida de Olavo Bilac e não quero, subentendam tenho medo de ,  resolver,   esse enigma? Ou ainda, não tenho intenção de ver a verdade de Paul Claudel?


É fato que toda anoitecer terá um amanhecer e todo amanhecer terá um anoitecer.
É fato que toda dúvida terá um esclarecimento.

Uma luz me surge: 

- Luz e trevas: sanidade ou insanidade diz a respeito do que se deve SER e do modo de AGIR!

Neste instante, a dúvida de Olavo Bilac se foi, a ignorância de Confúcio transformou-se em conhecimento e a verdade de Paul Claudel fora verificada e ratificada, e assim, percebo que o meu pensamento em redoma não estava incorreto.


Bia Fernandes





quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

PAPA BENTO XVI







O Papa Bento XVI, em suas palavras, nos mostra coragem, inovação e fé. Mostra também humildade e caridade.

Se pararmos a correria em que vivemos e refletirmos acerca do assunto que a mídia coloca no momento, perceberemos um marco. Essa decisão do Pontífice não fora tomada de um minuto para outro. Passou por muita meditação e ponderação sobre o efeito que essa atitude de renúncia causaria no mundo .

Trazendo para o nosso dia a dia, quantas decisões precisamos tomar e ficamos remoendo, no bom sentindo, o assunto até que finalmente, consigamos direcionar nosso caminho e enveredarmos nosso barquinho pelo trecho que nos é viável?

Ouvindo um comentário de um cidadão não muito leigo, pasmei-me. Este disse: “ Isso que está acontecendo não se trata de nada a ver com a igreja. Trata-se de uma aliança política”. Preferi me abster da discussão e realmente seguir o ensinamento do Papa:

‘Pedi a Deus que me iluminasse com a sua luz para poder tomar a decisão mais justa’.– Papa Bento XVI

Quantas vezes não seguimos estas palavras e acabamos falando sem pensar e, como conseqüência, tomamos a decisão mais fácil? Mais fácil para nós, mais plausível para nós, para a nossa verdade, esquecendo que todo caminho tem ida e volta e cada verdade tem duas vertentes: a de quem a fala e a de quem escuta.

É, precisamos aprender muito com estas palavras...E o Santo Padre diz:



‘Nestes oito anos sempre senti que a barca da igreja não é minha, não é nossa, mas, do Senhor’.– Papa Bento XVI

Em uma posição à frente de milhares de pessoas, um cidadão comum se sentiria importante, orgulhoso por ter conseguido tal colocação, tal qual um trabalhador que consegue assumir um alto cargo dentro de uma empresa.
Neste momento, o  tal premiado esquecesse que ele está ali para servir.

Admitir que estamos a serviço do outro necessita-se de humildade e coragem. Não significa abaixar a cabeça. Não significa que o outro é superior a nós. Não podemos confundir humildade com humilhação.

Portanto, precisamos aprender a ter a humildade de entender que servir o outro é servir a nós mesmos, porque o outro é nosso semelhante e devemos amá-lo como amamos a nós mesmos, com todas  as dificuldades que essa decisão nos traz, pois, nem todos os dias conseguimos ter um grão de areia de sabedoria e um grão de mostarda de discernimento.

E ele diz:


 'Amar a Igreja é também ter valentia de tomar decisões difíceis'.– Papa Bento XVI


Tomo a liberdade de substituir a “Igreja” por “Senhor”. Amar ao Senhor é também ter a valentia de tomar decisões difíceis. Quando aprendemos lá nos dez mandamentos que devemos ‘Amar a Deus sobre todas as coisas’, alguns de nós entendem isso como abdicar da sua própria vida. Outros compreendem que é um absurdo amar a algo ou alguém que não existe, e por aí seguem as colocações.

Pergunto então: como se respira o ar se não o tocamos nem o vemos? Amamos o ar porque ele entra em nossos pulmões e nos serve de combustível. Assim é o Senhor. Não o tocamos e não o vemos, mas acreditamos nele. Daí vem a fé e a crença.

A fé não é algo palpável. A vontade muito menos.

Quando escolhemos amar  algo temos que ter a valentia de tomar decisões que nos levem até o alvo amado. E para tanto, precisamos de coragem e muitas vezes temos que sair do nosso conformismo e inovarmos uma postura ou um comportamento, mesmo que para isso tenhamos que quebrar barreiras e preceitos.

Concluindo, o Pontífice Bento XVI é um homem de coragem, inovação e fé, além de ser humilde e caridoso, assumindo que a igreja precisa de um novo condutor da barca do Senhor e que não se encontra mais em condições para manter o seu “cargo”. Lembremo-nos que, antes de ser um Pontífice ele é um homem como todos nós, de carne e osso e por isso, é  passível de limites.
Assumamos, com este exemplo, que nós também temos as nossas limitações, nossos medos e nossa parcela de acertos e erros não somente em nossas vidas mas também na vida de nosso próximo.
Paremos de apontar dedos para o outro e observemos o contexto em que os fatos acontecem e assim, tenhamos a clareza de compreender a verdade do outro mesmo que esta não seja a nossa verdade.
E por fim, amemo-nos com o amor do Senhor.


Bia Fernandes