Seja bem vindo(a)!

Que a sua visita seja constante e some muitos prodígios ao blog!

Deixe sua sugestão e/ou sua crítica.




sexta-feira, 12 de julho de 2013

O homem


...e o homem, com toda a paciência do mundo, estava sentado e olhando o seu próprio pé.

Descendo a rua, deparei-me com uma cena inusitada. Havia um homem, com trajes pitorescos sentado no patamar de um muro pertencente a um banco de renome. Parei defronte a faixa para atravessar a rua.
Enquanto eu esperava o farol de pedestres abrir, fiquei observando o tal homem. Não sei quantos minutos se passaram, mas ele continuava ali, sentado e olhando para o seu próprio pé.


Bia Fernandes

quinta-feira, 11 de julho de 2013

A roda da vida




Os ganhos nem sempre são importantes, mas as perdas, estas, são sempre devastadoras.
Que possamos aprender com os dois, de maneira efetiva.
Precisamos compreender que a roda da vida, em nenhum momento, pára ou ao menos, nos pergunta como faremos para isso ou aquilo.
Ela nos impõe o seu andamento, e simplesmente, roda.

Bia Fernandes


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Escrevendo...



Ultimamente, sento-me de fronte ao computador e começo a redigir mais um texto de Contos e Encantos do Cotidiano volume 2 ou mais um capítulo do Diário de uma Mulher e me vejo com tantas e ideias e poucos dedos para digitar.
É como se meu cérebro estivesse a todo vapor e meus dedos não o acompanhasse. Pensei em comprar um gravador e, por final o comprei, mas, quem disse que consigo acompanhar as narrativas? Quem disse que consigo digitar com o mesmo andamento de minha delonga?
As personagens divagam em imagens e, valsando, escrevem a sua própria história como em um filme colorido, mas, a grandeza de detalhes acaba se perdendo na vagarosa arte de transformar as cenas em linguagem escrita.
Tomando posse deste conhecimento que é deveras constrangedor, pergunto-me se continuo com o tal gravador e contrato um ser humano capaz de suprir essa necessidade de passar as palavras ditas para o papel ou continuo a me torturar nesta busca frenética de conseguir, o que para mim é humanamente impossível, digitar tudo...
Conversando com uma amiga e desabafando acerca disso, ela me solta uma pérola: "Quem manda ser TDAH, e pensar com a velocidade do vento e conseguir voar ao mesmo tempo e ainda, tentar alcançar a exímia digitação ou mesmo, a escrita no papel?.. Se liga Bia!"
Pois bem, no fundo, bem lá no fundo mesmo, ela me fez recordar o tempo da escola em que eu entregava textos faltando muitas palavras, respostas escritas pela metade achando que tinha escrito tudo o que havia pensado...Ri muito...claro, hoje em dia, não é muito diferente. Nas últimas três faculdades também não foi muito diferente...risos.
Continuo rindo agora, escrevendo este texto para vocês, meus queridos leitores. Penso então se não cometo a mesma gafe. Mas é claro! Sou TDAH adulta e daí? Como todo TDAH, sou perfeccionista mesmo não sendo perfeccionista.
Isso é antagônico, mas, voltando ao meu dilema, como fazer para que meus dedos consigam fluir na velocidade do meu pensamento ou é melhor mesmo continuar falando naquele gravador e contratar alguém para digitar minhas narrativas?
Ah, deixa pra lá...não conseguirei decidir isso agora mesmo ...está chegando mais falas da minha personagem favorita, a Sandra, de o Diário de uma Mulher e tenho que registrá-las.

Bjks!!!!


Bia Fernandes

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Critica Livro Contos e Encantos do Cotidiano

·                                 Critica Livro Contos e Encantos do Cotidiano by Du‏ -Carlos Eduardo

Para: escritorabiafernandes@hotmail.com
 De um modo geral, gostei muito, achei de grande sensibilidade e em muitos momentos me senti tocado. Parabéns! 
A leitura não foi nem um pouco entediante.
Mas acho que pra te ajudar devo ser o mais pontual que puder (desculpe minha “chatice” em alguns momentos).
Gostei da maioria dos contos. Alguns gostei muito e uns poucos não gostei muito ou não entendi.
Gostei muito da simplicidade e objetividade da escrita, mas confesso que alguns eu achei muito pessoais e de difícil interpretação.
Quero citar alguns contos específicos, pode ser?
Liberdade – achei que ficou muito curto, tema interessante que poderia ser mais explorado.
Teatro da Vida – gostei da relação desespero/socorro divino. Tema muito bem trabalhado.
A Arte de Transformar – boa abordagem, pois a transformação faz parte de nossa vida transformamos não apenas as coisas.
Declaração pelo nosso amor – muito lindo, o amor doa-se para somar.
Minha Pequenez – lindo! A grandeza da Obras de Deus manifestada na natureza! Somos parte de tudo isso, tão pequenos e tão amados!
Momentos – ótimo! Nossas vida é a soma deles, nós os criamos. Nós os cultivamos.
A Força da Alma – gostei especialmente do caráter convidativo à reflexão, à avaliação.
8 de Maio de 2011 –  adorei! Muito bom celebrá-los em vida!
Cultura: força do bem ou do mal? – rápido, claro e objetivo. Gostei.
Jully e a luz do luar – Precisamos aprender e aproveitar pequenos e belos momentos como este. Aliás, precisamos aprender a percebê-los em sua beleza!
Escolhas – Muito doce! Gostei da sensibilidade e a da dicotomia apresentada.
A insegurança – Reflexão interessante, apesar de sinceramente discordar de alguns pontos.
Boa viagem, meu amigo – achei muito pessoal e não gostei muito! (snif!).
Seis anos de idade – Muito, muito bom! Como a vida parece ter muito mais sentido quando percebemos nossa fragilidade e dependência de Deus, não é?
O manacá – sábia reflexão.
Branquinha – gostei do desfecho.
A cadeira – este conto me levou a uma longa reflexão acerca do poder que a transformação pode ter! A transformação é no mínimo uma via de duas mãos.
O bagre africano – incluiria no final a seguinte frase: principalmente sabendo usar as ferramentas certas de forma adequada (que cara chato!kkkk!).
As muletas... – adorei!
Quem sou eu? Quem é você? Quem somos nós? – boa leitura do que nos tornamos, infelizmente. Mas há esperança de melhora. Sempre.
E, a Mãezinha passou na frente – excluindo a diferença óbvia de nossas convicções, concordo plenamente com todo o resto. Sofremos tanto, buscamos exaustivamente soluções até que percebemos ou nos lembramos que tamanho sofrimento não era necessário.
 Em suma, a leitura do seu livro foi um prazer pra mim! Simplesmente não pare de nos brindar com seu talento, ok?


Segunda Resenha Publicada

Esta é a segunda resenha publicada de Contos e Encantos do Cotidiano.

Muito obrigada Graça!

Bia Fernandes


http://www.skoob.com.br/livro/resenhas/278874



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Para quem entregarei a minha alma?



Ouço uma voz ao longe...
É minha alma que implora pela resposta de uma questão tão intrínseca que pode-se cavocar com enormes escavadeiras o coração e ainda assim, não a encontraria.
Quem pode dizer que nunca teve uma pergunta assim: gigante, enorme, horrenda, tenebrosa? Quem pode dizer que não se perdeu em devaneios no âmago de seu ser revirando-se para encontrar a chave para tal dilema?
Provavelmente, se alguém disser que não se encontrou nesta situação alguma vez em sua breve ou longa vida, seja porque não viveu seus dias intensamente.

E a voz continua ao longe...
Agora não é somente a minha alma que clama com fervor, mas também, as entranhas. O corpo começa a sentir o peso conflituoso do questionamento.
O cérebro parece não mais raciocinar e provoca meu centro gravitacional e os labirintos zunem como abelhas alvoroçadas.
Quem nunca sentiu o aperto no estômago e a dor na barriga por algo que não se resolve?
Possivelmente, só não conhece as sensações que relato quem não se inteirou dos sabores e dissabores da vida.

E a voz ficou mais clara, ela está mais perto...
A memória trouxe situações conhecidas e questões igualmente parecidas, e logo, a ansiedade pela resposta tornou-se mais feroz por saber o que fazer e querer fazer logo o que  se acha que se deve fazer.
Quem nunca soube que atitude tomar e quando a descobriu quis sair correndo as duas, três ou quatro horas da madrugada  ou no meio do expediente de trabalho só para resolver o mais breve possível a famigerada questão?

E a voz agora ficou quase nítida...
Passados os cinco minutos da ansiosa e indisciplinada ordem de atividades dos neurônios e da chuva de bombardeados pensamentos nada coesos, vem a sabedoria e o discernimento dar o seu pitaco em toda a confusão criada pela mente e, em um breve momento de respirações já cadenciadas pela inteligência emocional, a pergunta começa a ser mais clara e objetiva, direcionada por momentos de pura lucidez.

E a voz mostrou de onde veio...e a pergunta soou: Para quem entregarei a minha alma?
Desta vez, a resposta veio junto com ela, assim, sem nenhum tipo de debate, sem nenhum tipo de tempestade. Simples assim. 
Quem não passou por essa vertente momentânea de consensos e desconcertos?

E a voz, do mesmo jeito que veio se foi...Simples assim.


Bia Fernandes