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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Para quem entregarei a minha alma?



Ouço uma voz ao longe...
É minha alma que implora pela resposta de uma questão tão intrínseca que pode-se cavocar com enormes escavadeiras o coração e ainda assim, não a encontraria.
Quem pode dizer que nunca teve uma pergunta assim: gigante, enorme, horrenda, tenebrosa? Quem pode dizer que não se perdeu em devaneios no âmago de seu ser revirando-se para encontrar a chave para tal dilema?
Provavelmente, se alguém disser que não se encontrou nesta situação alguma vez em sua breve ou longa vida, seja porque não viveu seus dias intensamente.

E a voz continua ao longe...
Agora não é somente a minha alma que clama com fervor, mas também, as entranhas. O corpo começa a sentir o peso conflituoso do questionamento.
O cérebro parece não mais raciocinar e provoca meu centro gravitacional e os labirintos zunem como abelhas alvoroçadas.
Quem nunca sentiu o aperto no estômago e a dor na barriga por algo que não se resolve?
Possivelmente, só não conhece as sensações que relato quem não se inteirou dos sabores e dissabores da vida.

E a voz ficou mais clara, ela está mais perto...
A memória trouxe situações conhecidas e questões igualmente parecidas, e logo, a ansiedade pela resposta tornou-se mais feroz por saber o que fazer e querer fazer logo o que  se acha que se deve fazer.
Quem nunca soube que atitude tomar e quando a descobriu quis sair correndo as duas, três ou quatro horas da madrugada  ou no meio do expediente de trabalho só para resolver o mais breve possível a famigerada questão?

E a voz agora ficou quase nítida...
Passados os cinco minutos da ansiosa e indisciplinada ordem de atividades dos neurônios e da chuva de bombardeados pensamentos nada coesos, vem a sabedoria e o discernimento dar o seu pitaco em toda a confusão criada pela mente e, em um breve momento de respirações já cadenciadas pela inteligência emocional, a pergunta começa a ser mais clara e objetiva, direcionada por momentos de pura lucidez.

E a voz mostrou de onde veio...e a pergunta soou: Para quem entregarei a minha alma?
Desta vez, a resposta veio junto com ela, assim, sem nenhum tipo de debate, sem nenhum tipo de tempestade. Simples assim. 
Quem não passou por essa vertente momentânea de consensos e desconcertos?

E a voz, do mesmo jeito que veio se foi...Simples assim.


Bia Fernandes



quarta-feira, 15 de maio de 2013

Seus olhos azuis.



Ah, seus olhos azuis!
Perco-me neles a cada dia que os vejo. Eles me enchem de inspiração. 

São tão claros e sinceros, repletos de afago e bondade que preenchem com  calor todo cantinho do coração daqueles que os tem em convivência . 
Eles preenchem, de esperança e força,  aqueles que o cercam e revelam a sábia mensagem que devemos sempre acreditar em prosseguir no nosso  árduo caminho, substituindo pedras por plumas inofensivas.

Olhar seus olhos azuis é como entranhar-se num oceano imenso e  encontrar pérolas preciosas que se mostram sem nenhum véu. É como alcançar o céu sem precisar tirar os pés do chão. É como fazer uma viagem intrínseca. É como observar o mar e não chegar a conclusão de onde será o seu fim.

Ah, seus olhos azuis!
Ter a graça de estar em sua presença é uma dádiva divina onde, mergulho a minha alma.


Bia Fernandes






segunda-feira, 6 de maio de 2013

As cores mudaram de cor


Viva intensamente, ame incondicionalmente, sonhe, impreterivelmente.
Bia Fernandes




Após ter "ouvido"(ele fala através das letras) as palavras de Rubem Alves num dia fatídico de tédio, preenchi as lacunas que pairavam em meu pensamento.


"...Todas as coisas belas que foram criadas no mundo foram feitas por pessoas que estavam sofrendo por algum motivo. Observe uma sinfonia de Beethoven...
...As pessoas felizes não produzem pérolas, mas não tem importância, receberam esse presente da existência então que gozem a vida."
Rubem Alves - Revista Bons Fluidos - Edição 169 - Ano 17- n° 4- Abril 2013


As lacunas se faziam presentes por numerados motivos como por exemplo, a vontade de voltar a estudar, a necessidade de atenção, a falta de vontade de dormir, a raiva de me conter sempre, o amor que me preenche sempre e, mais três outros que não devo citá-los aqui.

Questionei-me sobre as cores que meus olhos azuis viam. A resposta fora monocromática. Foi aí que, ouvi Os ipês-amarelos...

As cores mudaram de cor. "Senti" as cores e o perfume das flores do ipê.

Não é por acaso que ocorrem eventos que nos fazem pensar.
Não é por acaso que nos surgem pessoas boas e más.
Não é por acaso que os testes, impressos ou não, nos surgem a frente.

Tudo depende da maneira que compreendemos e empreendemos. Essa  é  a resposta para  tudo isso.

Somente haverão fatos, falas, presenças,ausências e fantasmas  se forem permitidos por mim. Por um momento, esqueci-me de que somos aquilo que somos e cremos naquilo que cremos. Nada além disso. Tudo o que estiver a além ou aquém disso é suposição e especulação, ou até mesmo, rumores da oposição.

As lacunas preencheram-se e compus meu raciocínio, afinal, nada que está fora abala o que está dentro, se o que estiver dentro for sólido e íntegro.

Bia Fernandes


segunda-feira, 29 de abril de 2013

O PUNHAL





Feristes-me pequena menina.
Com o punhal na palavra.
Feristes-me o coração.
Com o punhal da ignorância.

Nossos laços fraternais foram rompidos.
A dor que me invade o peito é o desrespeito.
Abriu-se uma ferida.
O tempo dirá se será curada.


Bia Fernandes

Expurgue


Isso mesmo! 
Expurgue!
Proponho um momento para refletirmos sobre isso.

Em um programa televisivo matinal, a apresentadora falava sobre ser uma arte não ser apegado as coisas, como por exemplo, um sapato, uma roupa, um livro e outras bugigangas que você não usa há tempos.

Podemos tirar dai também o fato ou o ato  de não nos esquecermos de sentimentos ruins, dilemas mal resolvidos e eventos funestos.

Como gastamos  nosso precioso tempo nos importando com coisas tão insignificantes.

Se eu não uso mais um móvel, uma poltrona, uma roupa enfim, por que não doá-las para que outros possam fazer uso de algo que está, em bom estado de conservação e utilização?

Se já li e reli vários títulos, por que não levá-los a comunidades para que outros possas usufruir da grande e mágica viagem das letras?

O mesmo ocorre com os acontecimentos retrógrados que te marcaram e não foram agradáveis. Para que perder o mesmo precioso tempo lembrando do que se foi, do que aconteceu ou do que se perdeu ou se ganhou com isso?

Outros ainda usam o seu tempo   tentando adivinhar o  que acontecerá no futuro. Nos é pertinente?

O verbo  chega de maneira imperativa: EXPURGUE!

Jogue fora o que não te faz bem.
Doe o que não lhe é mais necessário.
Aparte-se daquilo ou daqueles que  não te fazem bem.
Exclua as caixinhas do seu armário.

Aprenda a priorizar o que te pertence.
Aprenda a escolher o que lhe faz bem.
Aprenda a valorizar aquilo que  lhe é de  e por direito.
Aprenda a não se deixar enganar pelo joio. Ele sempre estará entre o trigo, porém disfarçado.

Faça valer a pena.

Bia Fernandes

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Poema sem maldade





O tempo  fechou...
A terra tremeu.
As sobrancelhas se juntaram
O semblante escureceu.

Dos olhos saíram faíscas.
Das narinas ventania.
Dos lábios o fel.
Do coração o amargo mel.

O motivo não se sabe.
Talvez alguma verdade.
Que só está na personagem
Deste poema sem maldade.